CeCAC indica:

"Sob a névoa da guerra"

Título original: The Fog of War: Eleven Lessons from the Life of Robert S. McNamara
Gênero: Documentário
Ano: 2003
País de origem: Estados Unidos
Duração: 95 min.
Classificação: 12 anos
Língua: Inglês
Cor: Colorido
Som: Dolby Digital
Diretor: Errol Morris
Elenco: Robert McNamara

Legendado em português

Apesar de uma longa e respeitável carreira como documentarista, cineasta e diretor de comerciais premiados, Errol Morris, 56 anos, nunca havia sido lembrado para uma indicação ao Oscar.

Em compensação, logo na primeira, em 2004, levou o prêmio, pelo contundente documentário Sob a Névoa da Guerra, derrotando aquele que muitos consideravam favorito, Na Captura dos Friedmans.

O filme do diretor norte-americano consiste em uma rara e longa entrevista com o ex-secretário de Defesa dos Estados Unidos Robert McNamara -- considerado um dos condutores da Guerra do Vietnã, conflito que custou a vida de 3,5 milhões de vietnamitas e 58 mil americanos.

Recorrendo ao seu conhecimento dos bastidores do governo e com uma memória prodigiosa aos 85 anos, McNamara abre como nunca seu coração neste filme -- chegando a revelar fatos desconhecidos sobre sua participação no bombardeio de Tóquio, durante a 2a Guerra Mundial.

Sincero, lúcido e não tão defensivo como se poderia esperar, McNamara contribui para uma notável reflexão não só sobre o período dos presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson, sob cujas ordens serviu, como sobre os tempos atuais da política externa norte-americana.

Nesta entrevista exclusiva, o diretor confessa que não esperava que Sob a Névoa da Guerra tivesse tanto sucesso - arrecadou cerca de US$ 2 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos - ou mesmo prêmios.

"Estou muito surpreso com tudo, para ser sincero. Acho que toda essa repercussão contribuiu para que o filme fosse distribuído mais amplamente no mundo", afirmou.
Morris revela que consumiu três anos no processo de preparação do documentário - tempo que levou para ler os diversos livros escritos por McNamara e para convencê-lo a dar a entrevista.

A princípio, o ex-secretário concordou, pelo telefone. Porém, dois dias antes da primeira entrevista - que aconteceu antes dos atentados de 11 de setembro de 2001 -, ele telefonou a Morris, tentando cancelar o compromisso.

"Não sei bem o que aconteceu. Acho que ele descobriu quem eu era, ou algo de que não gostou sobre mim. O fato é que o nosso encontro quase não aconteceu. Ele dizia: ''Não faz sentido. Não há razão para eu falar com o senhor'. Então nos entendemos."

reproduzido do site www.sitedecinema.com.br

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12/agosto/05