VOLPI NO MAM/SP

VOLPI: A MÚSICA DA COR
DE 5 DE ABRIL A 2 DE JUNHO
MAM - GRANDE SALA

São 134 pinturas, sendo 20 inéditas, de Alfredo Volpi (1896-1988), na retrospectiva “Volpi: A música da cor” em exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo, Parque do Ibirapuera.
A mostra foi realizada com o auxílio da Sociedade para Catalogação da Obra de Alfredo Volpi, em atividade desde 1993 e que levantou, listou e fotografou 2.300 obras do artista. Entre elas, foram resgatadas pinturas que estavam em casas de amigos e conhecidos de Volpi, quando ele era ainda um modesto pintor-decorador de paredes, em seu pequeno ateliê do bairro do Cambuci.


O artista

Alfredo Volpi nasce em 14 de abril de 1896, em Lucca, na Itália. No ano seguinte, sua família migra para o Brasil e se estabelece no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Inicialmente trabalha como marceneiro, encadernador e, nos anos posteriores, atua como pintor-decorador de casas de famílias ricas da cidade. Sua primeira exposição acontece em 1925, numa coletiva realizada no Palácio das Indústrias, na 2ª Exposição Geral de Belas-Artes. Recebe várias críticas negativas, mas vende um quadro e não desiste do ofício. Em 1928, porém, tem o reconhecimento oficial ao ganhar medalha de ouro no Salão de Belas Artes Muse Italiche.

Na década de 30, integra o Grupo Santa Helena (formado por Fulvio Pennacchi, Mario Zanini, Manoel Martins, Francisco Rebolo, Aldo Bonadei, entre outros). Conhece em 1937, Ernesto De Fiori, também de origem italiana, que viria a influenciá-lo. Mesmo já produzindo sua obra de pintura em cavalete, ele continua a pintar paredes para se manter; no tempo em que não havia mercado de arte. Viaja com freqüência para Itanhaém, no começo da década de 1940, e lá pinta marinhas. Também nos anos 40 visita uma grande exposição de arte francesa, “150 anos de Arte Francesa”, na galeria Prestes Maia, o que lhe comove.

Apenas em 1944, realiza sua primeira individual e, seis anos depois, viaja para a Europa. Conhece de perto os afrescos de Giotto e a arte de Margaritone de Arezzo, que o impressionam muito. Em 1951 participa da I Bienal de São Paulo e, no ano seguinte, é convidado para a Bienal de Veneza. Sua carreira ganha impulso e em 1953 e 1954 volta a expor na Bienal de São Paulo e na Bienal de Veneza, respectivamente. Em 1956, o MAM organiza exposição individual. No ano seguinte acontece retrospectiva no MAM carioca. Em 1975 é realizada a retrospectiva “Volpi: 90 anos”, no MAM.

Na sexta edição da Bienal de São Paulo, em 1961, ganha sala especial. Em 1970 recebe o prêmio de pintura do Panorama da Arte Brasileira, do MAM. Novas retrospectivas em 1972 e em 1975 e quatro anos depois é convocado outra vez para a Bienal de São Paulo. Para comemorar os 90 anos, o MAM, sob curadoria de Olívio Tavares de Araújo, organiza a sua última retrospectiva em vida. Volpi morre em 28 de maio de 1988.


MAM
Parque do Ibirapuera, portão 3 - s/nº
São Paulo - SP - Brasil
04094-000
Tel.: (11) 5549-9688
Fax: (11) 5549-2342

HORÁRIOS
terça a domingo e feriados das 10h as 18h

INGRESSOS
R$ 5,50
(estudantes pagam meia entrada com a apresentação da carteirinha)

ENTRADA GRATUITA:
- aos domingos - o dia todo
- crianças com menos de 10 anos e pessoas com mais de 65
- sócios, parceiros

Estacionamento Gratuito

Acesso a deficientes físicos

Acesso de ônibus e metrô:
Para chegar ao MAM, utilize a linha 450A (Metrô Ana Rosa - Pq do Ibirapuera), partindo do Metrô Ana Rosa, que funciona de segunda a domingo das 6h às 0h


Confira também na Sala Paulo Figueiredo do MAM:

AO MESMO TEMPO O NOSSO TEMPO
DE 5 ABRIL A 30 ABRIL
Obras do acervo do MAM dialogam com Volpi

“Ao mesmo tempo o nosso tempo”, na Sala Paulo Figueiredo, exibe 38 pinturas da coleção do MAM que criam diferentes diálogos com a exposição “Volpi: a música da cor”; na seleção estão obras de artistas do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista, de concretistas e gerações atuais.

Textos extraídos de: http://www.mam.org.br/

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05/abril/2006