Filme & Debate no CeCAC:
Entre os muros da Escola
Dia 23 de julho de 2009, quinta-feira, às 18:30h
Av. 13 de maio, 13 - salas 1901 e 1903 - Centro - Rio/RJ
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Atividade dirigida para professores da educação básica: A exibição do filme tem como objetivo reunir professores que atuam nas escolas de ensino fundamental e médio para trocar experiências, refletir sobre as condições de trabalho e as perspectivas de mudanças na educação.
Título Original: Entre les murs
França, 2008
Duração: 128 minutos
Direção: Laurent Cantet
Roteiro: Robin Campillo e François Bégaudeau,
autor do livro Entre Les Murs em que se baseia o filme.
Elenco: François Bégaudeau (Professor Marin),
Franck Keita (Souleymane),
Esmeralda Quertani (Esmeralda),
Rachel Régulier (Khoumba).
François e seus colegas professores preparam o novo ano letivo em uma escola da periferia de Paris, munidos das melhores intenções de dar a melhor educação a seus alunos. A sala de aula, um retrato da França contemporânea, revela as contradições de classe e de diferentes culturas que faz com que professores e alunos questionem as condições de trabalho na escola.Baseado em livro homônimo de François Bégaudeau, que interpreta a si próprio no longa, o filme relata as experiências de um professor de literatura em uma escola de ensino médio na periferia de Paris. Foi vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2008 e indicado ao Oscar 2009 de filme estrangeiro.
Na França, Entre os Muros da Escola foi lançado em setembro de 2008. Na semana de estréia, abriu em primeiro lugar nas bilheterias e garantiu a mesma posição na semana seguinte. Na sétima semana, o longa continuava entre os 20 filmes mais vistos, alcançando o público acumulado de 1,5 milhão de espectadores.
O diretor Laurent Cantet já tinha a idéia de rodar um filme sobre uma escola de segundo grau. Pretendia mostrá-la como uma caixa de ressonância, um lugar entremeado pelas turbulências da sociedade francesa, onde estariam representadas as questões de igualdade e desigualdade culturais e sociais, de trabalho e de poder. Conheceu o livro de François Bégaudeau e percebeu que a obra reunia duas características de seu projeto inicial: a base documental que o obrigou a passar ele próprio algum tempo em uma escola e principalmente o personagem de François e sua relação frontal com os alunos.
Segundo o diretor, trata-se de um filme sobre a história da vida de uma sala de aula: uma comunidade de 25 pessoas que não escolheram umas às outras, mas que são chamadas a estar e trabalhar em conjunto, entre quatro paredes, por um ano inteiro.
O processo de realização partiu de um roteiro inicial, cujo objetivo principal foi filmar em uma escola existente para incluir todos os atores reais da vida acadêmica. Foi escolhida a Escola Françoise Dolto Junior, em um bairro da periferia de Paris e todos os adolescentes do filme são alunos da escola, assim como todos os professores. Exceto pela mãe de Souleymane, um aluno que acaba sendo expulso da escola, todos os pais do filme são os pais dos estudantes na vida real.
Apesar de retratar uma realidade específica de uma escola da periferia de Paris, o filme traz elementos do cotidiano escolar contemporâneo que guardam proximidades com diversos ambientes escolares onde convivem a desigualdade social, a precarização das condições de ensino, de trabalho e de vida, como no Brasil.
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17/julho/2009