Homenagem ao Samba no CeCAC
Exibição dos documentários:
“Partido Alto” e “Nelson Cavaquinho”, de Leon Hirszman

10 de dezembro, 5ª feira, 18:30h
Av. 13 de maio, 13, sala 1903 - Centro - Rio - RJ

O cineasta Leon Hirszman (diretor de Eles não usam Black-tie; São Bernardo, ABC da Greve, A falecida, Pedreira de São Diogo, Cantos do Trabalho...) realizou dois imperdíveis documentários filmando sambistas. É uma rara oportunidade de ver grandes sambistas bem jovens. Para muitos talvez tenha sido seu único registro em filme.

Esta iniciativa do cineclube do CeCAC, que fecha sua programação de 2009, vem se somar ao conjunto de eventos em homenagem ao samba, cujo Dia Nacional é comemorado em dois de dezembro com o Pagode do Trem e várias outras atividades pela cidade.

No mesmo dia 10, após a exibição dos filmes, realizaremos uma confraternização de final do ano do CeCAC.

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"Partido Alto"

documentário colorido e bitola 16mm

duração: 22 minutos - 1976-1982

"A primeira parte é com ninguém menos do que Candeia comandando o samba. De sua cadeira de rodas, Candeia canta músicas e vai didaticamente dando uma aula sobre o que é partido alto, seus estilos e maneiras de dançar. É uma oportunidade única de ver bem jovens Wilson Moreira, que dança o miudinho no filme, e Tantinho, que verseja e toca prato e faca.

A segunda parte é uma roda de partido alto filmada na casa de Manacéa e com boa parte da Velha Guarda da Portela. Estão lá Casquinha, Argemiro, Lincoln, Manacéa, Chico Santana, Joãosinho da Pecadora (isso que é nome artístico!), Seu Armando Santos, Alberto Lonato, Osmar do Cavaco e muitos outros bambas. É narrada pelo então garoto Paulinho da Viola, que também toca cavaquinho. Um barato é a mudança de tempo, primeiro com o samba começando ainda meio tímido e forçado, depois a filmagem pula para de noite e -- provavelmente após tomarem várias -- o samba está pegando fogo." [*]


Techos da narração de Paulinho da Viola no filme:

“Quando menino, eu via no Partido uma forma de comunhão entre a gente do samba. Era a brincadeira, a vadiagem, onde todo mundo participava como podia e como queria. A arte mais pura é o jeito de cada um... E só o Partido Alto oferecia essa oportunidade...”

“O samba tem hoje muitos compromissos que reduzem a criatividade dos sambistas aos limites ditados pelo grande espetáculo. No Partido, porém, tudo acontece de um jeito mais espontâneo. Por isso sempre haverá partideiros e o verso refletirá as verdades sentidas na alma de cada um... Vamo vadiá, ó nega?”

Candeia no filme "Partido Alto"

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"Nelson Cavaquinho"

documentário em preto e branco e bitola 35mm

Duração: 13 minutos - 1969

"Este curta-metragem sobre o sambista, desconcerta. Captado em 1969 pela lente de Leon Hirszman, um Nelson Cavaquinho de 59 anos de idade é flagrado divagando suas impressões sobre a música e a vida em sua casa no dia-a-dia tranqüilo de Bangu, caminhando pela vizinhança simples e, principalmente, cantando com sua embargada voz, o indefectível dedilhar debochado de seu violão (tão irresistível de se imitar, para quem é violonista) e um olhar comovente que consolida de vez o caráter comovente de sua poesia popular." [**]

Nelson Cavaquinho no filme que leva seu nome

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Leia mais sobre Candeia e a Escola de Samba Quilombo no sítio do CeCAC

Conheça mais sobre a obra de Leon Hirszman em: www.leonhirszman.com.br

Leon Hirszman

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[*] reproduzido de www.samba-choro.com.br

[**] reproduzido de www.sovacodecobra.uol.com.br

Esta página encontra-se em www.cecac.org.br

06/dezembro/2009