Centro Luiz Carlos Prestes de Estudos Sociais - CENPREMarco Antonio V. dos Santos
Fundado em 7 de setembro de 1993, o CENPRE tem como patrono Luiz Carlos Prestes, “cujos valores éticos, morais e revolucionários, (...) procura reverenciar e, ao mesmo tempo, tomar suas idéias e atos como referência de sua prática”.
Para criticar a prática das organizações que aqui no Brasil se autodenominam de “esquerda” na luta de classes é importante avançar a compreensão de que as posições ideológicas de cada classe ou fração de classe, a ideologia praticada pelos partidos e organizações que as representam, refletem a conjuntura da luta de classes.
A luta de classes produz as manifestações, de um lado, o reformismo e revisionismo, e, de outro, o esquerdismo, (o subjetivismo, o aventureirismo), todas formas ideológicas que recuam quanto mais o proletariado avança na luta de classes e que, ao contrário, avançam quando este entra em defensiva.
Portanto, só uma conjuntura de defensiva da classe operária na luta de classes – quando o proletariado recua na luta de classes e recua também em travar a luta no terreno da teoria exatamente pela ausência de seu partido – torna possíveis manifestações ideológicas como o que conceituamos como capitalismo utópico, o revisionismo moderno.
Porém, quem diz luta de classes da classe dominante diz resistência, luta de classe da classe dominada. Exemplo disto é o Centro Luiz Carlos Prestes de Estudos Sociais [1], sediado em João Pessoa, na Paraíba, que tem como diretor Waldomiro Cavalcanti da Silva. Centro que leva e honra o nome de Luiz Carlos Prestes, o grande revolucionário que marcou a história da luta de classes no Brasil como expressão, com destacada presença, na luta de libertação dos explorados e oprimidos, na defesa do socialismo e do comunismo.
Os companheiros do CENPRE se colocam em outro terreno, não no terreno do “... socialismo acarneirado, sentimental, utopista.” [2], e sim no terreno do marxismo-leninismo, da análise concreta. Não para produzir uma outra interpretação do mundo, mas para transformá-lo, “para quem pretende compreender a realidade concreta, na perspectiva de uma abordagem revolucionária” [3]:
“... a Lógica Dialética Materialista pressupõe uma nova visão do Mundo, isto é, analisa o Universo como uma realidade objetiva, ou seja, uma realidade que existe independentemente de uma vontade fora de si. Em conseqüência disso, essa mesma realidade é, sempre, considerada em sua totalidade e em seu eterno movimento.” [4].
Só para medir a distância que separa os companheiros do CENPRE dos revisionistas modernos que vimos criticando, basta ver o artigo “Partido Comunista” [5] de Waldomiro Cavalcanti da Silva, estampado na primeira página do sítio do CENPRE, na internet, que inicia dizendo:
“O Partido Comunista é uma organização revolucionaria concebida por V. Lênin, para servir de instrumento, visando a realização da tomada do poder político e da edificação de um Estado Socialista,...” [6].
Que diferença dos revisionistas modernos! Aqui o Partido Comunista é conceituado como “instrumento” para a “tomada do poder político”. Não se trata de reformar o capitalismo, mas da tomada do poder “e da edificação de um Estado Socialista...”.
Como vemos, a formulação do CENPRE se coloca em outro terreno, no terreno do marxismo-leninismo, terreno no qual um desvio de fração, como indicava Lênin, pode levar ao revisionismo.
O partido de que nos fala Waldomiro da Silva é a organização que carrega a honra e o orgulho do proletariado, que materializa seu heroísmo na luta de classes frente à classe dominante sempre capaz de qualquer ignomínia para manter o poder.
O partido de que nos fala Waldomiro, partido revolucionário do proletariado, guiado em sua prática pela teoria revolucionária, o marxismo-leninismo, é o único capaz de aplicar a linha justa que conduz ao socialismo, construir o socialismo, etapa para construção do comunismo.
Daí porque Lênin diz que o partido revolucionário do proletariado necessariamente é composto por revolucionários que têm como tarefa fazer a revolução.
“Para Lênin, um Partido Comunista tinha de ser uma organização revolucionária, formada por revolucionários profissionalizados, capaz de elaborar uma teoria revolucionária, a partir da realidade sobre a qual exerce a sua prática.” [7].
Fazer a revolução, elaborando sua linha política a partir do ponto de vista científico, não a partir de posições ideológicas burguesas.
“A fim de orientar o militante, o Partido Comunista coloca a sua disposição uma LINHA POLITICA, a partir da qual o mesmo exerce sua crítica e sua auto-crítica, levando em conta o conhecimento acumulado e centralizado da realidade objetiva e dos princípios que regem a sua existência.” [8].
Como dissemos, quando criticamos o que chamávamos de capitalismo utópico, o partido revolucionário do proletariado não se contenta em examinar do ponto de vista científico os princípios religiosos, morais ou políticos burgueses. O marxismo-leninismo critica tanto os princípios religiosos, morais, jurídicos burgueses quanto o sistema econômico-político burguês a quem eles servem como ideologia.
Ao elaborar sua linha para fazer a revolução, o partido tem como arma o conhecimento científico do conjunto do sistema burguês existente, conhecimento que só é possível a partir do marxismo-leninismo. Conhecimento científico de cada formação econômico-social capitalista, totalidade orgânica que tem a economia, a política e a ideologia enquanto “instâncias” articuladas umas às outras.
Só um partido leninista, aplicando a teoria revolucionária como arma da revolução, permite o conhecimento da conjuntura concreta e a definição de seus objetivos, fazer a revolução e construir o socialismo.
Este é o partido revolucionário do proletariado, partido de Marx, Engels, formulado e dirigido por Lênin na grande Revolução de Outubro, que comunistas, como Luiz Carlos Prestes, lutaram durante toda a vida para construir. O único partido capaz de, fazendo a revolução, jogar reformistas e revisionistas na lata de lixo da história.
Vamos acessar e divulgar o sítio do CENPRE - Centro Luiz Carlos Prestes de Estudos Sociais - que, junto com tantos outros companheiros por este Brasil, estão contribuindo para o processo de libertação de nosso povo: http://www.cenprelcp.com.br/.
notas:
[1] http://www.cenprelcp.com.br/ [voltar]
[2] MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Carta de Marx a Pavel V. Annenkov, 28/12/1846. In: Obras Escolhidas. t.1. Lisboa: Edições Avante, 1982, pg. 544. [voltar]
[3] SILVA, Waldomiro Cavalcanti da. O Método. 31/01/2007. [voltar]
[4] Idem; [voltar]
[5] SILVA, Waldomiro Cavalcanti da. Partido Comunista. 24 / 04 / 2007. [voltar]
[6] Idem; [voltar]
[7] Idem; [voltar]
[8] Idem; [voltar]
Esta página encontra-se em www.cecac.org.br
06/junho/2007