Algumas lições revolucionárias da eleição parlamentar de 2006 dos Estados Unidos da América do NorteRay O. Light
“...Engels, com completa precisão, chama também ao sufrágio universal instrumento de dominação da burguesia. O sufrágio universal, diz ele, é ‘... o barômetro da maturidade da classe operária. Mais não pode ser, nem será nunca no Estado de hoje’”.
“Os democratas pequeno-burgueses... esperam precisamente ‘mais’ do sufrágio universal. Eles próprios partilham e incutem no pensamento do povo essa idéia falsa de que o sufrágio universal ‘no Estado de hoje,' é capaz de revelar realmente a vontade da maioria dos trabalhadores e assegurar que seja posta em prática”. (Lenin, O Estado e a Revolução, 1917).
Agora os povos de todo o mundo já sabem que as eleições de novembro de 2006, nos EUA, resultaram em um repúdio das políticas da Administração George W. Bush. Tanto no Senado como na Casa dos Representantes [a Câmara dos Deputados dos EUA], o Partido Democrata obteve a maioria à custa de Bush e do Partido Republicano. Mas que tipo de mudanças na política de governo dos EUA o proletariado internacional e os povos oprimidos do mundo podem esperar depois da posse do Novo Congresso em Janeiro de 2007? As tropas dos Estados Unidos serão retiradas do Iraque e talvez do Afeganistão, das Filipinas, Colômbia e de outros lugares onde elas agora defendem o Império Global dos EUA?! As garras mortais deste monstro imperialista serão cortadas ou restringidas por uma mentalidade Democrática “mais humana e razoável” que ajude a guiá-lo?
Números recentes de Nortsthar Compass, órgão do Conselho Internacional para Amizade e Solidariedade com o Povo Soviético, com sede em Toronto, trouxeram artigos diversos, até contraditórios, abordando o significado da derrota eleitoral do Partido Republicano, liderado por Bush, na eleição de 2006. Por exemplo, o número de Dezembro de 2006 inclui um artigo não assinado intitulado, “Há diferença entre os Democratas e Republicanos?”. Este artigo afirma em sua abertura que, “O resultado eleitoral nos Estados Unidos, onde se viu os Democratas substituírem os Republicanos no Senado e na Câmara como partido dominante, não deve ser celebrado totalmente, uma vez que ambos os Partidos estão obcecados pela Nova Ordem Mundial...”. Em contraposição, mais adiante no mesmo número, em uma breve coluna, a prisioneira política norte-americana Ana Lucia Gelabert refere-se a este mesmo acontecimento como uma “vitória sensacional”.
Do ponto da vista da revolução proletária, ambas as posições têm um fundo de verdade. Ao mesmo tempo, ambas são unilaterais. O repúdio a George W. Bush e ao Partido Republicano pelos eleitores é algo que vale a pena celebrar. É uma expressão bastante tardia da oposição popular dos EUA pelas políticas deste arqui-criminoso de guerra e de seu partido. [1]
A resistência no Iraque é a chave para a derrota republicana
Mas o resultado eleitoral, ao mesmo tempo em que foi uma vitória para o proletariado dos EUA e para o proletariado e os povos oprimidos do mundo, foi amplamente baseado nas conquistas da heróica Resistência iraquiana, que tem obstruído os planos e sonhos do imperialismo dos EUA para ocupar o Iraque, expropriar suas reservas de petróleo, manter e consolidar a dominação estadunidense do Oriente Médio, e portanto, manter sua hegemonia na economia capitalista mundial. O povo dos Estados Unidos, em sua esmagadora maioria, esteve disposto a apoiar a mudança de regime, o confisco do petróleo, e a ocupação do Iraque, sem ao menos um pretexto de provocação, até a resistência iraquiana aumentar o custo dessas atividades acima do que o povo dos Estados Unidos está disposto a pagar. Consequentemente, a longa lista de desejos de metas sociais que Gelabert acredita que possam ser alcançados com a consolidação da vitória eleitoral de 2006 é somente isso, uma lista de desejos, pois a principal fonte da vitória não foi o proletariado ou o povo dos Estados Unidos, mas o povo iraquiano, em seu movimento de libertação contra o imperialismo liderado pelos EUA.
De fato, é surpreendente que o repúdio a Bush, representado por esta decisiva derrota Republicana, tenha ocorrido na eleição de 2006, quando Bush sequer era candidato à presidência, e não em 2004, quando o Democrata John Kerry concorreu contra Bush com a plataforma de que ele faria um trabalho melhor defendendo o imperialismo dos EUA. Kerry não desafiou Bush de forma alguma. Enfrentando [em 2006] um candidato fantasma num ano em que sua Presidência não estava sequer sujeita a uma votação, mas com a população tendo dois anos mais de experiência enfrentando a Resistência iraquiana na guerra no Iraque, Bush foi repudiado através de votação massiva contra seu Partido.
A resistência iraquiana estimulou a divisão entre a base de massa de Bush e sua base real
A força crescente da Resistência iraquiana nos últimos anos jogou o regime Bush na defensiva. Ela ensejou a condição para rachar o consenso em torno de Bush. Começando com a nomeação abortiva por Bush, de seu advogado pessoal, Harriet Meiers, para a Suprema Corte de Justiça, tem havido várias derrotas para Bush, baseadas na contradição entre sua base de massa - dos cristãos fundamentalistas da ala direita - e sua base real – entre os setores mais agressivos do capitalismo monopolista e imperialista estadunidenses. Meiers representava uma garantia política para Bush, Cheney, Rumsfeld et al. contra a possibilidade futura de acusações desde apropriação indébita em larga escala até crimes de guerra cometidos no Iraque e em outros lugares. Porém, Meiers não era suficientemente fanático religioso de direita para servir a base de massa de Bush, e Bush foi compelido a indicar Samuel Alito que preenche os critérios ideológicos e religiosos da ala direita.
Uma fissura ainda maior dentro do campo Bush-Republicano ocorreu em torno das atordoantes notícias de que Bush tinha feito um mega-acordo com a Dubai World Ports para operação privada dos seis principais portos dos EUA. Nessa época, como desde 9/11, a base de massa de Bush tinha sido ‘entupida’ [filled] com a histeria chauvinista anti-árabe e Anti-muçulmana necessária ao Regime Bush para conduzir a guerra contra o povo do Iraque. Estas massas reacionárias estadunidenses sentiram-se traídas pela lealdade de Bush aos ‘sheiks’ dominantes do Oriente Médio nos Emirados Árabes Unidos. Outra vez, eles forçaram Bush a recuar e o governo dos Emirados Árabes Unidos permitiu que seu amigo e parceiro de negócios, o Presidente Bush, descumprisse um contrato já assinado.
A eleição de 2006 e a questão dos direitos dos imigrantes
A heróica Resistência iraquiana esteve também no coração de outra razão chave para a derrota de Bush na Eleição Parlamentar de 2006: a saída em massa dos latinos do Partido Republicano. Esta saída coincidiu com a mais ampla perda de apoio dos cristãos fundamentalistas brancos da ala direita por parte do campo Bush-Republicano.
O aumento dos sucessos da heróica Resistência iraquiana contra o imperialismo estadunidense foi a ‘ante-sala’ para a crescente independência política e econômica dos países latino-americanos – liderados por Cuba-Venezuela – do imperialismo estadunidense. Ela encorajou os governos do Irã, Coréia do Norte e especialmente da Venezuela, cujo Presidente anti-imperialista, Hugo Chavez, recentemente referiu-se a Bush como ‘o demônio’ em seu famoso discurso nas Nações Unidas. A resistência iraquiana também teve um impacto direto sobre o número desproporcionalmente grande de latinos nas tropas dos Estados Unidos no Iraque e no Oriente Médio. Tudo isso, estimulado pela heróica Resistência iraquiana, demonstrou que este Império pode ser derrotado. Isto encorajou milhões de antigos e novos Mexicanos e outros trabalhadores imigrantes latinos nos EUA a gerar fortes manifestações de protestos de milhões de pessoas durante a primavera [N.T. outono no Brasil] de 2006.
Foi sobre esta poderosa base que números massivos de imigrantes que inicialmente se opuseram ao projeto de lei de criminalização do imigrante, do republicano Sensenbrenner na Casa Branca, passaram a se opor ao projeto “liberal” bi-partidário Kennedy-McCain no Senado. Este projeto, que é apoiado por George W. Bush propõe regular o trabalho dos imigrantes por muitos anos, como um caminho para se obter a cidadania estadunidense. Ao contrário, esses imigrantes Latinos começaram a exigir anistia ou cidadania já!
Na campanha eleitoral de 2006, os eleitores Latinos não esqueceram que foi a base de massa da ala direita cristã de Bush que tinha levado adiante o projeto de criminalização do imigrante, ainda que uma vez mais o próprio Bush tivesse se bandeado para o lado dos seus senhores capitalistas monopolistas, sua base real, e promovido a alternativa ‘liberal’, perdendo apoio de sua base de massa em uma escala massiva. [2]
A base de massa de Bush ‘morre as mil mortes*’ às vésperas da eleição
A última gota para muitos seguidores da massa de Bush foi a desilusão decorrente de duas surpreendentes denúncias às vésperas da eleição de 2006 que tornaram públicas a profundidade do declínio e da deterioração do velho e decadente sistema, especialmente aqui no ventre da besta, no baluarte atual do capitalismo mundial, o imperialismo dos EUA. Primeiro, a pedofilia do parlamentar republicano da Flórida, Mark Foley, com um estagiário do Congresso, enquanto ele era o presidente do sub-comitê encarregado da proteção juvenil contra a pedofilia, levou à sua renúncia, e à desgraça o porta voz republicano da Casa, Dennis Hastert, por encobrir os pecados de Foley. E em segundo lugar, poucos dias antes da eleição, ocorreu a surpreendente renúncia forçada do Reverendo Haggard da mega igreja Cristã, do Colorado, que admitiu ter mantido relações homossexuais ilícitas com garotos de programa enquanto ele era o líder da campanha legislativa no Colorado para banir casamentos do mesmo sexo! O Reverendo Haggard era uma liderança nacional do apoio organizado dos evangélicos a Bush e ao Partido Republicano.
Ramo democrata do Partido da Guerra vence por W.O.
Portanto, a “vitória sensacional” foi alcançada pelo Partido Democrata, ainda que por W.O.. E o Partido Democrata é de fato obcecado, tanto quanto o Partido Republicano, pela defesa da “Nova Ordem Mundial”. De fato, os políticos do Partido Democrata têm sido os principais defensores, os cruciais apoiadores, dos crimes de guerra de Bush contra a humanidade. Eles sequer murmuraram sobre o impeachment de Bush-Cheney pelos crimes de guerra, pelo escândalo financeiro (Enron e Halliburton), etc.. No ano passado, o senador democrata por Wisconsin, Russ Feingold, encaminhou uma moção de censura a Bush por seus ataques ilegais aos direitos e às liberdades civis, mas praticamente não teve apoio sequer de seus colegas do Partido Democrata! A congressista democrata Nancy Pelosi, da Califórnia, que seria indicada como a nova porta voz da Casa dos Representantes em janeiro, anunciou durante a campanha eleitoral e imediatamente depois que os democratas não tinham a intenção de encaminhar o impeachment de George W. Bush!!
Além disso, a democrata Pelosi, o recém-chegado líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid e os Democratas, imediatamente após tornarem-se o partido majoritário, tranqüilizaram seus chefes – os grandes capitalistas – de que o Congresso não cortaria qualquer solicitação de verbas do Pentágono, assim como deixariam a guerra do Iraque prosseguir. Em 5 de Dezembro, a liderança democrata recomendou à bancada do Partido que ela apoiasse o planejamento a ser executado na Primavera de 2007 para a continuação do repasse integral de recursos à guerra imperialista no Iraque, uma quantia de mais US$160 bilhões!
Aliviar o controle imperialista para dominar melhor
Num artigo de 12 de novembro, embora Brian Becker, do Partido para o Socialismo e Libertação, não tenha conseguido fazer a conexão dialética entre o êxito dos iraquianos (e libaneses) na luta contra o imperialismo dos EUA (e o Sionismo israelita) e as eleições de 2006 nos Estados Unidos, ele astutamente observou:
“... a liquidação de Donald Rumsfeld como Secretário da Defesa e sua substituição pelo antigo diretor da CIA, Robert Gates, inaugura uma mudança na estratégia pela Casa Branca de Bush. É uma mudança que quase todos os setores da classe dirigente capitalista apóiam. Os neo-conservadores estão fora. A velha guarda do ‘establishment’, da política externa imperialista está retomando o controle”. De fato, a exoneração de Rumsfeld, o principal proponente da sustentação no armamento de alta tecnologia e na limitação do tamanho da presença militar estadunidense no Iraque e em toda parte, abre a porta para a expansão militar dos EUA no Iraque!
No começo de dezembro, o Wall Street Journal publicou que, “Exceto no meio militar, o debate está focalizado principalmente numa retirada das tropas. Porém, dentro do Pentágono, a recente demissão do Secretário da Defesa Donald Rumsfeld deu vida nova a argumentos de oficiais que dizem que os EUA devem colocar mais tropas e dinheiro no país e expandir o exército iraquiano...”. Em meados de dezembro, enquanto escrevo, começam a aparecer relatos de um adicional de 30.000 soldados a serem enviados ao Iraque, teoricamente, para treinar o exército iraquiano [nota], de acordo com as recomendações do Grupo de Estudo do Iraque dirigido pelo alto funcionário, Republicano, James Baker e pelo importante Democrata, Lee Hamilton. O grande dirigente comunista revolucionário filipino, Jose Maria Sison, atualmente Presidente da Liga Internacional da Luta dos Povos (ILPS) resumiu o Relatório do Grupo de Estudo do Iraque:
“Em resumo, as forças militares dos EUA vão permanecer e se afundar”. Portanto, para o povo iraquiano, cuja luta heróica e sacrifício levaram a esta derrota doméstica para Bush e os Republicanos, a vitória eleitoral dos Democratas pode muito bem significar um aumento da presença militar norte-americana em seu país, pelo menos no curto prazo. [3]
O furacão Katrina e o voto afro-americano
Outra importante indicação de que se trata dos “negócios de sempre” para o governo imperialista ianque, foi a recente escolha da nova dirigente da Bancada Negra Parlamentar. Bárbara Lee, único membro do Congresso que teve a coragem de votar contra a “Guerra ao Terror” alegada por Bush, quando ele estava no auge de sua popularidade e influência, nos dias que se seguiram ao 11 de setembro, indicou a si mesma para esse importante posto. Quem melhor para dirigir a bancada de 43 membros (todos Democratas) do que a pessoa cuja oposição a Bush foi tão profética?!
A posição inicial de Bárbara Lee contra Bush era ainda mais claramente justificada pelo tratamento criminoso que o povo afro-americano de New Orleans recebeu de sua administração antes, durante e depois do furacão Katrina. O Katrina tem sido amplamente reconhecido como uma chamada para o despertar dos afro-americanos nos Estados Unidos e, sem dúvida, cumpriu um imenso papel para garantir que os afro-americanos continuassem a ser a base eleitoral mais anti-Republicana nos Estados Unidos, nas eleições de 2006. A despeito de tudo isso, a corajosa Lee retirou seu nome quando a parlamentar por Michigan, Carolyn Cheeks Kilpatrick, claramente obteve os votos de seus colegas para derrotá-la.
Além disso, a proposta do parlamentar por New York, Charles Rangel, imediatamente após a eleição parlamentar, para reinstituir o alistamento militar nos Estados Unidos (alistamento obrigatório), citando a superexpansão militar estadunidense como uma razão significativa para sua proposta, ensejou o apoio e a cobertura para a guerra imperialista bipartidária chefiada por Bush contra os povos do mundo [4]. Não é de admirar que o guru político negro Ron Walters tivesse antecipado que a bancada negra parlamentar “provavelmente se uniria aos dirigentes Democratas numa linha moderada”.
Conclusões
1. A proposição de que as eleições parlamentares de 2006 nos Estados Unidos representam uma mudança fundamental nas atitudes do imperialismo estadunidense é falsa. Na medida em que o Partido Democrata ganhou força à custa do crescente isolamento e exposição de Bush e dos Republicanos, o sistema imperialista está atualmente ganhando terreno para manobrar e uma oportunidade para a reação. Isto se deve ao fato de que, enquanto os velhos e decadentes estão tendo grande dificuldade para dominar sob as antigas formas, as novas e crescentes forças proletárias ainda não estão suficientemente fortes para construir a alternativa socialista a partir da crise política dos EUA.
2. A proposição de que as eleições de 2006 dos EUA refletiram as “expectativas do povo americano de que Bush e Cheney serão condenados por seus altos crimes” tem sido colocada pelo valoroso amigo e dirigente do proletariado internacional e dos Estados Unidos, Jose Maria Sison, o extraordinário revolucionário Filipino de nossos dias. É compreensível que, dado o conhecimento geral de que Bush mentiu e manipulou os EUA para uma guerra não provocada contra o povo do Iraque, de que é responsável pelo amplo uso da tortura e do aprisionamento arbitrário no Iraque, no Afeganistão, nos Estados Unidos e em toda parte, e que Enron e Halliburton, corporações-chefes de Bush-Cheney, têm sido consideradas culpadas de todos os tipos de fraudes e corrupções massivas, um revolucionário com a rica experiência de Sison possa esperar que a população dos Estados Unidos estivesse se sentindo ultrajada, como estaria sua sociedade filipina. Porém, a sociedade dos Estados Unidos da América do Norte é em si parasita como convém à principal nação opressora do mundo. Seu ultraje é suavizado pelo seu privilégio frente às nações oprimidas. E o genuíno movimento anti-imperialista de esquerda e comunista nos EUA é ainda tão pequeno e fraco que fomos incapazes de fazer do evento da criminalização e do impeachment de Bush um acontecimento político popular na campanha de 2006. A certeza de Pelosi durante e após a campanha de que o ‘impeachment’ de Bush não seria parte do programa do Partido Democrata sublinha este fato.
3. A proposição de que as eleições de 2006 dos EUA não ofereceram nenhuma razão para comemorar é, entretanto, também falsa. O vento forte contra Bush e os neo-conservadores, atualmente os mais radicais representantes do imperialismo norte-americano, foi real. Sua principal fonte foi a heróica Resistência iraquiana. E foi manifestada não apenas nos votos do eleitorado americano que derrotaram os candidatos Republicanos, mas também pelo esmagador voto pela imediata retirada das forças militares do Iraque no referendo ocorrido em Illinois, Wisconsin e Massachusetts, especialmente nos centros proletários urbanos. A eleição de 2006 oferece assim aos comunistas dos EUA um campo mais amplo e fértil sobre o qual reunir o proletariado multinacional dos EUA sob a bandeira da solidariedade proletária internacional com os povos oprimidos dentro e fora dos limites do Estado imperialista dos EUA e por um futuro socialista e comunista.
NÃO AO MAIOR EXPLORADOR DO POVO MUNDIAL!!!
NÃO AO MAIOR TERRORISTA MUNDIAL!!!
ABAIXO O IMPERIALISMO IANQUE LIDERADO POR BUSH!!
ABAIXO A GUERRA REPUBLICANO-DEMOCRATA CONTRA O POVO IRAQUIANO!!
CHEGA DE SANGUE POR PETRÓLEO! TRAGAM AS TROPAS DOS EUA PARA CASA JÁ!
VITÓRIA À RESISTÊNCIA IRAQUIANA!
Notas:[1] Por exemplo, de acordo com o Wall Street Journal de 9 de novembro de 2006, “...nas pesquisas de boca-de-urna de terça feira...55% (dos eleitores) disseram que os EUA deveriam retirar uma parte ou todas as tropas do Iraque”. E em Chicago, 95% votaram “sim” numa iniciativa pela “volta das tropas para casa”. [voltar]
[2] Ironicamente, nesta frente, é provável que a derrota dos políticos com base na massa branca abertamente reacionária e chauvinista e o novo controle do congresso pelo Partido Democrata consolidarão as regras do setor dominante menos instável do capital financeiro dos EUA e facilitarão a aprovação da repressiva, ‘liberal’, pró-capital monopolista, ‘reforma da imigração’, sistematizando os crescentes ataques sobre os trabalhadores imigrantes nos EUA e intensificando sua superexploração. [voltar]
[3] Isto relembra a situação do imperialismo ianque no Vietnam durante a eleição presidencial de 1964. O então chamado “candidato da paz”, o democrata Lyndon Johnson, derrotou arrasadoramente o “belicista” republicano, Barry Goldwater, na eleição. Contudo, anos mais tarde, Daniel Elsberg, um alto funcionário do Departamento de Estado e do Departamento da Defesa no período, registrou que as únicas opções que estiveram sendo consideradas pelos estrategistas do Governo na época da vitória esmagadora de Johnson, foram as ‘opções Goldwater’. E a guerra dos Estados Unidos no Vietnam foi enormemente expandida depois disso. Tanto melhor para a democracia dos EUA! [voltar]
[4] O veterano parlamentar Afro-Americano Rangel atacou Hugo Chavez, da Venezuela, em defesa de Bush, quando Chavez denunciou justificadamente o criminoso de guerra Bush nas Nações Unidas. [voltar]
[nota] Em janeiro deste ano, Bush enviou mais 21.500 soldados ao Iraque, e em março novos contingentes foram requisitados pelas forças de ocupação dos EUA naquele país. [N.E.] [voltar]
http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?f=/c/a/2007/03/16/MNG99OMIFU1.DTL
http://english.cri.cn/2947/2007/03/16/45@206352.htm* Refere-se à expressão “O covarde morre mil mortes, mas um soldado apenas uma” em inglês “The coward dies a thousand deaths...” [Nota do Tradutor]
Tradução de Pedro Castro.
Este texto encontra-se em www.cecac.org.br
Original encontra-se em http://www.mltranslations.org/US/ROL/ROLelect2006.htm
Uma versão resumida deste artigo encontra-se em www.northstarcompass.org
27 /abril/2007