Israel lançou uma bomba radioativa no Líbano
"Que tipo de arma deixa traços de radiação e produz tais conseqüências letais e circunscritas?" Essas são algumas perguntas que ainda aguardam respostas, passados poucos meses da agressão selvagem das forças armadas de Israel contra a população civil do Líbano (é preciso lembrar que este país não possui exército regular). A bestialidade dos sionistas foi amplamente divulgada: imagens de cidades destruídas, crianças mortas e corpos retorcidos ou despedaçados por "armas desconhecidas". Ao que tudo indica, e os fatos recentes sobre as ameaças de ataque nuclear contra o Irã comprovam - a agressão sionista contra o povo do Líbano foi uma espécie de "laboratório" para novas armas desenvolvidas pelo imperialismo norte-americano e seu estado-satélite no Oriente Médio, Israel. O fato é que apesar de toda a barbárie contra os povos libanês e palestino, Israel sofreu uma derrota no Líbano, que estimulou a resistência e unidade dos povos árabes contra o imperialismo norte-americano. Reproduzimos abaixo duas matérias, Khiam – sul do Líbano, a anatomia de uma bomba, sobre os "experimentos" realizados por Israel com novas armas - radioativas - no Líbano e Israel planeja um ataque nuclear contra o Irã, que analisa as recentes ameaças contra o programa nuclear iraniano.
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Khiam – sul do Líbano, a anatomia de uma bomba
Flaviano Masella, Angelo Saso, Maurizio Torrealta – RaiNews24Um relatório especial foi elaborado devido à detecção de radioatividade numa cratera provavelmente criada por uma bomba israelense tipo “Bunker Buster” na vila de Khiam, no sul do Líbano. As medições foram realizadas por dois professores de física libaneses - Mohammad Ali Kubaissi e Ibrahim Rachidi.
Os dados – 700 nanosieverts por hora – apresentaram radioatividade muito maior do que a média na área (Beirute – 35 nSv/hr). Sucessivamente, em 17 de setembro, Ali Kubaissi levou o pesquisador britânico Dai Williams, da organização ambientalista Green Audit, ao mesmo local, para coletar amostras que foram então enviadas para Chris Busby, consultor técnico do Comitê de Supervisão sobre Urânio Empobrecido (Supervisory Committee on Depleted Uranium), que está subordinado ao Ministério da Defesa britânico. As amostras foram testadas pelo laboratório nuclear de Harwell, um dos mais importantes centros de pesquisa no mundo. Em 17 de outubro, o laboratório Harwell divulgou os resultados dos testes – duas amostras em 10 apresentavam radioatividade.
Em 2 de novembro, outro laboratório britânico, a Escola de Ciências Oceanográficas, confirmou os resultados do laboratório Harwell – a cratera de Khiam contém urânio levemente enriquecido. A Rainews24 também enviou uma das amostras coletadas por Dai Williams para testes no Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Ferrara. Os testes – que estão ainda em andamento – encontraram uma estrutura incomum: a superfície da amostra contém silicatos de alumínio e ferro, elementos normais num fragmento de solo. Porém, investigando por dentro, bolhas extremamente pequenas podem ser encontradas, com alta concentração de ferro. Testes subseqüentes poderão definir a origem dessas estruturas: o que parece certo até o momento e que elas não foram causadas por um processo natural.
Que tipo de arma é esta? Que arma deixa traços de radiação e produz tais conseqüências letais e circunscritas?
O pesquisador Dai Williams acredita que esta é uma nova classe de armas que utiliza urânio enriquecido, não através de processos de fissão, mas através de novos processos físicos mantidos em segredo há pelo menos 20 anos.
O físico Emilio del Giudice do Instituto Nacional de Física Nuclear chegou a mesma conclusão: “Há dois caminhos para explicar a origem do urânio enriquecido encontrado em Khiam:
Sobre a origem do urânio enriquecido há duas possibilidades:
1) este material já estava presente na estrutura das bombas, mas eu não acredito que alguém possa explicar de forma racional o uso de um material que é tanto perigoso como caro, devido à sua radioatividade incrementada, para a manipulação pelas pessoas, incluindo o pessoal militar do Exército israelense.
2) o enriquecimento é uma conseqüência do uso da bomba: esta possibilidade é pouco compatível com os efeitos conhecidos das armas nucleares convencionais e deveria implicar que algum novo fenômeno nuclear poderia estar sendo utilizado.”
O Exército israelense negou o uso de armas baseadas em urânio no Líbano. Então, como as pessoas podem se defender de riscos potenciais relacionados ao urânio? Que precauções as tropas da ONU no local devem tomar, e que tipo de teste foi realizado para prevenir os riscos?
O original encontra-se em http://www.rainews24.rai.it/ran24/inchieste/09112006_bomba_ing.asp
Traduzido para o CeCAC por M.H., a partir de
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=viewArticle&code=20061111&articleId=3813* * *
Israel planeja um ataque nuclear contra o Irã
Michael Carmichael [*]
Em 1986, um servidor público civil israelense que trabalhava na indústria nuclear estatal voou para Londres onde foi convidado a encontrar-se com repórteres que trabalhavam para o The Sunday Times. Nesses encontros, Mordechai Vanunu revelou um segredo de estado israelense – que eles possuíam um crescente estoque de ogivas nucleares.
Nas semanas seguintes a estas revelações explosivas, o Sr. Vanunu visitou Roma, onde foi seqüestrado por agentes dos serviços de segurança de Israel. De volta a Tel Aviv, o Sr. Vanunu foi julgado por traição. Ele cumpriu uma sentença de dezoito anos em confinamento na solitária.
Liberto, o Sr. Vanunu se converteu ao cristianismo. Proibido de viajar a outros países onde lhe foram oferecidos cargos acadêmicos, o Sr. Vanunu vive no claustro de uma igreja em Israel.
No início dos anos 1990, um dos mais prestigiados jornalistas dos Estados Unidos, Seymour Hersh, publicou um best-seller, The Samson Option, detalhando o testemunho do Sr. Vanunu e a imensa quantidade de novas informações sobre a formidável capacidade de defesa nuclear de Israel.
Enquanto a imensa maioria dos povos da Terra sabe do arsenal nuclear de Israel desde 1986, muitos norte-americanos ainda não aceitam a existência de Armas de Destruição em Massa (WMD) sob o controle direto do establishment israelense. Em meados dos anos 1990, Michael Moore – conhecido não pelo seu conservadorismo nem pelo apoio consciente a Israel – fez comentários disparatados durante uma entrevista na qual foi mencionada a existência do arsenal nuclear israelense, evidentemente porque ele não estava a par nem do testemunho do Sr. Vanunu ou do best-seller do Sr. Hersh.
No relato, o The Sunday Times apenas revelou novas evidências de que Israel está atualmente planejando um ataque nuclear contra o Irã. Com o objetivo de destruir a embrionária indústria nuclear iraniana, as ogivas serão lançadas através de caças convencionais. Na cobertura do The Sunday Times, não foi mencionada a possibilidade de um ataque nuclear a partir de submarinos israelenses que estão equipados com mísseis mar-superfície que poderiam ser carregados com ogivas nucleares.
Dois anos atrás, Seymour Hersh iniciou a publicação de uma série de artigos na [revista] The New Yorker detalhando o planejamento de um amplo projeto no Pentágono comandado por Donald Rumsfeld para atacar e lançar uma guerra contra o Irã. Nesse ínterim, muitos outros autores relataram detalhes da amplamente divulgada política da Casa Branca de Bush-Cheney em usar a força militar para compelir o Irã a abandonar quaisquer ambições possa ter em desenvolver armas nucleares. As opções militares estadunidenses incluem o uso de armas nucleares.
A partir de uma longa série de relatos, está claro agora que a administração Bush-Cheney foi bastante enfraquecida pelas recentes eleições intermediárias, e eles aparentemente não se sentem mais capazes de lançar um ataque nuclear direto contra o Irã. Em negociações em Washington entre o Primeiro Ministro israelense Ehud Olmert e o Presidente George Bush, assim como nas amplamente divulgadas negociações entre o vice-presidente Dick Cheney e o Rei Abdullah da Arábia Saudita, parece que agora o plano de ataque ao Irã foi alterado somente nos detalhes a partir dos esquemas grandiosos de Donald Rumsfeld antes de sua exoneração no dia seguinte ao resultado das eleições intermediárias do ano passado. Ao invés de um ataque nuclear direto norte-americano contra os alvos nucleares iranianos, foi dada permissão para Israel lançar o ataque nuclear contra as cidades iranianas de Natanz, Isfahan e Arak.
O que resta para ser observado é como a mídia norte-americana – a 53ª no Índice Internacional de Liberdade de Imprensa – vai cobrir o caso – e como o povo norte-americano será informado da colaboração bastante próxima entre a Casa Branca de Bush-Cheney, o governo israelense de Olmert e outros governos sabidamente envolvidos no plano militar para conter o ainda nascente desenvolvimento nuclear no Irã.
[*] Pesquisador do Global Research - Centre for Research on Globalization
O original encontra-se em
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=viewArticle&code=CAR20070108&articleId=4380
Traduzido para o CeCAC por M.H.
Uma contundente denúncia sobre as armas nucleares pode ser encontrada no artigo "Onde estão as armas de destruição em massa", publicado neste sítio.
Estas matérias encontram-se em www.cecac.org.br
12/janeiro/2007