Partido Comunista da Venezuela (PCV) e Pátria para Todos (PPT)
propõem a criação de uma Frente Antiimperialista como direção coletiva da RevoluçãoA convocatória de refundação do Pólo Patriótico feita pelo Presidente Chávez recebeu o apoio do Partido Comunista da Venezuela (PCV) e de Pátria Para Todos (PPT), coletivos que encaminha há meses ações para impulsionar a Unidade das Forças Revolucionárias, e pleiteiam que seja mais do que uma instância eleitoral, mas que avance “como o início da construção de uma direção política coletiva e compartilhada da revolução venezuelana”. Para tanto, propõem a criação de uma Frente Patriótica Antiimperialista. Ambas as organizações se manifestaram assim.
Alertaram que o Pólo Patriótico não deve ser somente uma direção para uma aliança meramente eleitoral, mas que tem de ir mais adiante, para transformar-se numa direção coletiva do processo.
Oscar Figuera, secretário-geral do Partido Comunista da Venezuela, mostrou sua completa concordância com a reativação de uma instância que aglutine as forças revolucionárias, considerando-a como uma oportunidade de avançar até uma ampla frente política que inclua as organizações sociais, dotando a revolução de uma Direção Coletiva “com a liderança de Chávez e que possa ser fator fundamental na transformação da sociedade no que respeita aos interesses das grandes maiorias do povo venezuelano”, expressou o dirigente.
Acrescentou que dever ser “um instrumento orgânico da Revolução Democrática e Popular Antiimperialista, que facilite a experiência coletiva no sentido de avançar na construção do socialismo, que não é produto de um decreto, mas que com esta experiência pode-se demonstrar que é superior às democracias participativas”.
No entanto, não estão de acordo que receba o nome de Pólo Patriótico, porque sua existência se identifica unicamente com finalidades eleitorais. “É preciso transcender o eleitoral e privilegiar, por exemplo na Assembléia Nacional, temas como o Poder Popular e a Reforma da Lei do Trabalho”.
Quanto à estrutura de deveria assumir esta Frente, Figuera assinalou que deve incorporar todos os setores “sem quota partidária”. Para ele, deveria organizar-se um ato que estabeleça essa Direção Coletiva da qual o PCV vem falando desde o X Congresso partidário, e “é positivo que o Presidente Chávez coincida com o acordado no X Congresso do PCV, de criar uma direção coletiva revolucionária”.
Mesas de diálogo socialista
De sua parte, o deputado do Parlamento Latino-americano e membro da Direção Nacional de Pátria Para Todos (PPT), Gustavo Hernández assinalou “acreditamos que podemos fazer contribuições muito importantes a partir das Mesas de Diálogo Socialistas que estão sendo constituídas de norte a sul no país, sob a condução do PPT, do PCV e outros setores sociais”.
Hernández anunciou que dentro dessas Mesas de Diálogo aplicarão a estratégia dos três “R”, “revisaremos o que seja preciso revisar, retificaremos o que temos feito e que seja preciso retificar e reimpulsionaremos o processo de mudanças que se vive no país”.
A conformação de uma Aliança Patriótica Antiimperialista, que não descarte a matéria eleitoral, mas que seja uma instância orgânica e ideológica que dirija o processo revolucionário.
Figuera disse que a aliança em questão deve ter como bandeiras o socialismo e a luta contra o imperialismo, contando com a classe trabalhadora como a principal protagonista. Da mesma forma, saúdam a possibilidade de somar-se ao movimento a burguesia não-monopolista nacionalista.
O PCV estudará o decreto de anistia
No que diz respeito ao Decreto-lei de Anistia aprovado pelo governo, além de respaldá-lo porque contribui para gerar um clima de harmonia no país, o PCV formou uma Comissão dirigida pelo advogado Yul Jabour, deputado do Parlamento Andino, que revisará seus conteúdos, pois consideram que não devem beneficiar-se dele aqueles que tenham lesado os interesses da Nação, “O Estado, o governo, não devem criar condições para deixar impunes delitos cometidos por fascistas. Com eles não se pode ser humanitário” assinalou o deputado Oscar Figuera.
O PCV vislumbra três cenários neste assunto: exigir à Procuradoria Geral que seja zelosa na aplicação do decreto-lei; ir ao Tribunal Supremo e solicitar a nulidade se favorecer os setores fascistas; ou pedir uma revisão da Anistia decretada.
O original encontra-se em http://www.tribuna-popular.org/
Traduzido para o CeCAC por M.H.
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21/janeiro/2008