28 de setembro de 2000 – 2006
Sexto Aniversário da Segunda Intifada Palestina


A resistência é a alternativa do povo e da nação árabe
Derrota da doutrina do sionista Olmert e do terrorista Bush
Vitórias e êxitos da resistência

Bassel Ismail Salem [*]

Em 28 de setembro deste ano, o povo palestino celebrou o sexto aniversário de sua segunda grande intifada, em meio a situações internas e externas sumamente difíceis. Mas, ao mesmo tempo, estamos vivendo uma nova era de vitórias da resistência de nossos povos na Palestina, Líbano e Iraque.

Durante esses 6 anos, o exército de ocupação israelense e o governo sionista, ambos criminosos de guerra e fascistas, tentaram liquidar a causa palestina utilizando seus métodos velhos e novos, seja através da invasão e reocupação dos territórios palestinos como ocorrido em 27 de junho passado, ou através das manobras e projetos políticos sionistas israelenses, utilizando o chamado quarteto (EUA, União Européia, Rússia e ONU) para impor a rendição e a submissão palestina a estas condições que exigem o reconhecimento do Estado de Israel e a aceitação de sua visão para a solução do conflito, de maneira que não se retirarão para as fronteiras de 4 de junho de 1967, estabelecendo novos conceitos sobre "um estado palestino viável ou um estado provisório" e negando o direito de retorno dos refugiados palestinos a suas casas e terras com indenização.

A ocupação israelense no restante da Palestina depois da guerra de junho de 1967 causou a detenção e a prisão arbitrária contra o povo palestino, até hoje, de mais de 700.000 cidadãos palestinos de Gaza e da Cisjordânia. Estes e outros dados foram divulgados em um relatório do Ministério de Assuntos de Prisioneiros Palestinos, pertencente ao Governo palestino.

Segundo este relatório:

- Durante a Segunda Grande Intifada foram detidos 50.000 palestinos.
- Atualmente se encontram presos 10.100 palestinos em 30 prisões israelenses.
- Dessa cifra, 104 são mulheres. Delas, 4 são menores de 18 anos e outras 3 estavam grávidas quando foram presas, de modo que o parto de seus primeiros filhos ocorreu na prisão.
- Durante a Segunda Grande Intifada foram detidos mais de 5.000 crianças.
- Atualmente, 335 crianças são prisioneiras nas prisões israelenses.

Dessas:
2 com menos de 13 anos de idade
6 com menos de 14 anos de idade
34 com menos de 15 anos de idade
57 com menos de 16 anos de idade
145 com menos de 17 anos de idade
91 com menos de 18 anos de idade

Das 335 crianças presas: 99 estão doentes, sem a atenção médica necessária.

- Entre os presos também se encontram 41 deputados do novo Conselho Legislativo.

Deles, o seqüestro e a detenção de:
Azis Duiq, presidente do Conselho Legislativo do Hamas.
Marwan Al Barguti, secretário da Al Fatah na Cisjordânia.
Ahmad Saadat, secretário geral da Frente Popular.

- 8 Ministros do novo governo palestino foram seqüestrados e 5 continuam presos.
- Dos 10.100 prisioneiros, 64 estão presos há mais de 20 anos e outros 7 há mais de 25 anos. Nesta cifra se destaca o lutador Said Al Ataba, que em 29 de julho passado completou 30 anos preso.
- Um total de 1000 presos sofre de várias enfermidades e alguns necessitam de intervenção cirúrgica urgente.
- Devido às torturas, ao assassinato a sangre frio e à falta intencional de cuidados médicos, 183 prisioneiros perderam a vida.

Hoje em dia, se considera Israel como o único Estado no mundo que legaliza e oficializa em suas instituições as diferentes formas de torturas físicas ou psicológicas, que são proibidas pelas leis internacionais. [N.T. atualmente os EUA podem também ser incluídos nesta 'lista']

A isto se soma a situação em que se encontra a Faixa de Gaza depois de 13 meses da retirada parcial do exército israelense, que transformou a Faixa na maior prisão do mundo, controlando mar, terra e ar, proibindo a entrada e saída de mais de 1.400.000 palestinos, bem como proibindo e controlando a entrada de alimentos e medicamentos, que já estavam em situação crítica por causa do bloqueio aos financiamentos para o novo governo palestino, eleito democraticamente.

Na Cisjordânia, a ocupação e seus efeitos não assumem a forma de ataques e invasão militar direta, como acontece na Faixa de Gaza, mas na construção do muro de separação racista, o qual alcançará a extensão de 720 quilômetros, dentro dos territórios palestinos e em forma de labirinto, com a intenção de tomar as terras mais férteis e ricas em água, propósito que deverá ser terminado até o final deste ano, deixando aos palestinos apenas 42 % dos territórios da Cisjordânia, sem integração geográfica entre os povoados e cidades, as quais estão convertidas em guetos como os chamados "bantustões" (isto é, guetos para os negros na antiga África do Sul racista).

A situação criada no terreno assume uma nova fase com o aumento da construção de novas unidades de moradias dentro das colônias israelenses ilegais na Cisjordânia. Segundo o movimento israelense "Paz agora", estas construções são consideradas uma violação israelense ao plano norte-americano pela paz, conhecido como "Mapa do caminho". Segundo a estatística do "Paz agora", o governo de Sharon construiu 1075 unidades em 2004 e 1180 em 2005, enquanto o atual governo de Olmert está construindo 1300 este ano.

Numerosas tropas do exército e da polícia da ocupação israelense cometeram na noite de 19 e na madrugada de 20 de setembro deste ano, assaltos (da mesma forma que fazem os ladrões) contra instituições financeiras palestinas em Nablus, Ramalah, Jennin e Tulkarem, destruindo seus imóveis e apoderando-se de dinheiro em espécie, documentos e computadores, bem como detendo alguns funcionários. O dinheiro roubado é calculado em 6 milhões de chequel, que equivalem a 1.500.000 dólares.

Todos esses métodos genocidas não puderam quebrar a resistência do povo palestino, ao contrário. Com mais firmeza revolucionária e vontade de luta, continuamos enfrentando as ameaças e agressões sionistas israelenses, tanto militares como projetos políticos.

Fracassaram as tentativas sionistas israelenses de destruir a Unidade Nacional Palestina e a Autoridade Palestina depois do triunfo do Hamas nas eleições do Conselho Legislativo. O plano sionista-imperialista continua tendo como objetivo aniquilar a resistência palestina, bem como a resistência no Iraque, no Líbano, Síria e Irã, que são considerados como obstáculos à execução do primeiramente chamado Grande Oriente Médio e logo como o chamaria Condoleeza Rice: O Novo Oriente Médio.

Na Palestina, a resistência armada contra os ocupantes é considerada uma das formas fundamentais e necessárias que complementam as demais formas de luta. Os 6 braços armados das organizações palestinas que trabalham em defesa do povo, seja de forma isolada ou em conjunto são:

1) Brigadas Eiz Eldin Al Qassam, do Movimento de Resistência Islâmica - Hamas.
2) Brigadas de Mártires de Al Aqsa, do Movimento de Libertação Nacional - Al Fatah.
3) Brigadas de Abu Alí Mustafá das Forças de Resistência Popular, da Frente Popular para a Libertação da Palestina - FPLP.
4) Brigadas de Al Quds, do Movimento da Jijad Islámica - Al Jijad.
5) Brigadas de Al Nasser Salah Aldin, dos Comitês de Resistência Popular.
6) Brigadas da Resistência Nacional, da Frente Democrática para a Libertação da Palestina - FDLP.

O conjunto das ações militares palestinas contra o exército de ocupação israelense e as colônias e colonos, pode ser classificado da seguinte forma:

1) Lançamento de foguetes de curta distância e de fabricação local contra colônias, pontos de controle e bases militares, num total de 448, causando um número indeterminado de mortos e feridos nas fileiras do inimigo.

2) Lançamento de projéteis contra tanques tipo RBG, carros blindados, escavadoras e torres de controle do exército, num total de 98, deixando um número indeterminado de mortos, feridos e destruições.

3) Utilização de franco-atiradores, com um total de 12 baixas.

4) Operações conjuntas de vários grupos da guerrilha com o objetivo de emboscar o inimigo e abrir fogo em várias direções, com o objetivo de capturar soldados. Exemplo disso é a complicada ação militar de 3 Grupos palestinos em 25 de junho, utilizando um túnel que para ser escavado levou 6 meses.

5) Minar algumas zonas de passagem das tropas do inimigo.

O total destas ações abarca aproximadamente os 40 dias desde que começaram as agressões contra a Faixa de Gaza, em 27 de junho, até 6 de agosto. São dados mínimos, de fato se fez muito mais, mas sem estatísticas registradas.

As condições em que trabalham as Brigadas da Resistência Palestina, são sumamente difíceis e complicadas, devido ao bloqueio e as medidas de restrição do exército ocupante. Tudo isto obriga a guerrilha palestina a criar formas adequadas a essa situação da guerra clandestina e a tratar de obter os armamentos leves e os explosivos fabricados localmente.

É muito difícil calcular as baixas e danos causados pelos golpes da resistência, já que o exército israelense controla todos os meios de informação, ocultando intencionalmente suas baixas e perdas. Ao não poder contar com a presença palestina nos objetivos israelenses atacados, não se pode ter acesso aos dados ou cifras exatos.

Da realidade e como resultado deste conflito árabe-israelense pode-se observar de forma clara os sintomas e manifestações do terremoto político e militar dentro da entidade sionista israelense, que alguns israelenses denominam a "guerra interna", devido a derrota militar e política que sofreram o exército e o governo de Israel em sua sexta guerra contra o Líbano, graças à heróica e firme resistência libanesa que causou grandes baixas e perdas a Israel, bem como também pelo fracasso israelense na frente contra os palestinos.

Estas vitórias da resistência árabe demonstraram a queda e a destruição da teoria israelense sobre a segurança, bem como o fantasma ou a lenda de um exército invencível.

Segundo dados de uma pesquisa publicada pelo diário israelense Haaratz em 11 de agosto de 2006, a porcentagem de apoio à política do Primeiro Ministro Olmert caiu de 75% para 48% e o apoio ao Ministro de Guerra, Amir Pieretz caiu de 51% para 37%.

Em 17 de agosto de 2006 o diário israelense Maarif publicou um artigo do jornalista Yontan Shim, intitulado "Tel Aviv foi fundada em 1909, em 2009 estará reduzida a escombros". Nesse artigo se expressa o medo do fim e desaparecimento de Israel, devido aos seus atos criminosos contra os palestinos e contra os árabes em geral.

Neste novo aniversário da intifada popular palestina é necessário reafirmar os princípios e a vontade de todas as forças nacionais e islâmicas palestinas em alcançar a unidade como uma condição imprescindível e arma fundamental para continuar a luta pela libertação e pela independência, bem como pela soberania nacional. Estes princípios e vontade coletiva foram expressos no documento da Coincidência Nacional que foi firmado por 12 organizações palestinas, em 26 de junho de 2006. Na introdução do documento se expressa:

"Pelo alto sentido de responsabilidade nacional e histórica, tendo em conta os perigos que ameaçam nosso povo, sobre a base de não reconhecer a legitimidade da ocupação, partindo do principio de que os direitos não perdem vigência sob nenhuma circunstância e com o compromisso de fortalecer internamente a frente palestina, preservar e proteger a unidade nacional e a de nosso povo na pátria e no desterro e com vistas a enfrentar o projeto israelense".

E "Para conservar as conquistas de nosso povo, alcançados durante sua prolongada marcha combativa, fiéis aos mártires de nosso grandioso povo e aos sofrimentos de seus prisioneiros e feridos, partindo de que ainda vivemos uma etapa cujo aspecto principal é de libertação nacional democrática que requer uma estratégia política combativa conforme a essas características e para lograr o êxito do diálogo nacional palestino global baseado na Declaração do Cairo e a urgente necessidade de unidade e coesão, colocamos em consideração este documento ”O Documento da Coincidência Nacional” ante o firme e resistente grande povo palestino, o Presidente Mahmoud Abbas (Abu Mazen), a Direção da OLP, o Presidente do Governo Ismail Haniyeh, o Conselho de Ministros, o Presidente e Membros do Conselho Nacional Palestino, o Presidente e integrantes do Conselho Legislativo Palestino, todas as forças e destacamentos palestinos, todas as Instituições, as organizações cívicas e populares e a opinião pública palestina fora e dentro da pátria.“.

Neste acordo se reafirmaram 18 pontos fundamentais que ressaltam:

- O povo palestino fora e dentro da pátria busca a libertação do solo pátrio, a eliminação dos assentamentos israelenses, a evacuação dos colonos, o desmantelamento do Muro de Segregação e Anexação Racial e implementar seu direito à liberdade, o retorno e a independência, com o objetivo de alcançar a autodeterminação, o que implica também alcançar seu direito a estabelecer seu estado independente e plenamente soberano sobre todos os territórios ocupados em 1967 com a cidade Santa como capital (Jerusalém).

- Acelerar o cumprimento dos acordos firmados no Cairo em março de 2005, com relação à revitalização da OLP e a incorporação à mesma de todas as forças e destacamentos palestinos, de acordo com bases democráticas que fortaleçam e reafirmem a posição da OLP como o único e legítimo representante de nosso povo em todos os lugares. O interesse nacional consiste em manter a OLP como uma frente ampla de coalizão nacional global, como um marco unificador e uma referência política máxima dos palestinos na pátria e no desterro.

- O direito do povo palestino a exercer a resistência e aferrar-se à alternativa de resistir à ocupação como alternativa, em todas as suas formas, e concentrá-la nos territórios ocupados de 1967, conjuntamente com o trabalho político negociador e diplomático que deve caminhar em paralelo com a resistência popular de massas dirigida contra a ocupação e a concentrar a atenção na ampliação participativa de todos os setores do povo nesta luta.

- Elaborar um plano palestino de ação política global e unificar o discurso político sobre a base dos objetivos nacionais palestinos tal como aparecem neste documento e as resoluções da legalidade árabe e as resoluções da Legalidade Internacional a favor de nosso povo, de modo que conserve seus direitos e princípios, executado pela OLP e seus diferentes organismos, a ANP na figura do Presidente e do Governo, assim como por todos os Destacamentos Nacionais e Islâmicos, organizações cívicas, personalidades e forças ativas, com vistas a mobilizar o apoio árabe, islâmico e internacional nos campos políticos, financeiros, econômicos e humanitários em respaldo ao direito de nosso povo à autodeterminação, à liberdade, ao retorno e à independência e como meio de contrarestar o Plano Unilateral israelense e o injusto estado de sítio imposto ao nosso povo.

- Manter e preservar a Autoridade Nacional Palestina, construída graças à luta e sacrifícios de nosso povo, sendo o núcleo do futuro estado, pelo que o supremo interesse nacional exige respeito à Carta Magna “Lei Fundamental” da ANP e às responsabilidades e faculdades do Presidente eleito pelo povo mediante eleições livres, democráticas e irrevogáveis. Também se exige respeito aos compromissos e faculdades do governo que obteve o voto de confiança do Conselho Legislativo eleito que por sua vez foi eleito democraticamente. Há que se observar a necessidade da cooperação entre a presidência e o governo e o trabalho conjunto através de reuniões periódicas encaminhadas para alcançar e fortalecer a colaboração e a integração na base das normas da "Lei Fundamental” e do Interesse Nacional Supremo. Ao mesmo tempo se deve levar a cabo uma reforma total nos órgãos da OLP, especialmente em todos os níveis do jurídico, para fazer prevalecer a autoridade da Lei.

- Trabalhar por constituir um governo de unidade nacional em cujo seio seja garantida a participação de todos os blocos parlamentares e das demais forças políticas que expressem sua vontade sobre a base deste Documento e de um programa conjunto para reanimar a situação palestina em todos os níveis frente aos desafios.

- A direção das negociações é uma faculdade da OLP e do Presidente da ANP sobre a base da adesão aos objetivos nacionais palestinos da forma como aparecem refletidos neste documento. Todo acordo transcendente a esse respeito deve ser apresentado ao novo Conselho Nacional Palestino para ser aprovado ou para ser submetido a um referendo na Pátria e no desterro, por meio de uma lei que o organize.

- A libertação dos prisioneiros e detentos é um dever nacional sagrado que deve ser levado a cabo através de todos os meios disponíveis.

- A importância de trabalhar e intensificar a defesa dos direitos dos refugiados palestinos ao retorno e à indenização, segundo a Resolução 194.

- Trabalhar pela formação de uma frente unificada de resistência com o nome “A Frente de Resistência Palestina” para dirigir e empreender a luta contra a ocupação.

- Aderir estritamente ao processo democrático materializando isso mediante eleições gerais, periódicas, livres, honestas e democráticas.

- Rechaçar o injusto bloqueio imposto sobre nosso povo protagonizado pelos Estados Unidos e Israel.

- A necessidade de reformar e desenvolver a instituição palestina de segurança, em todas as suas ramificações, sobre a base de condições modernas que lhe permitam executar de forma mais eficaz a tarefa de defender a pátria e os cidadãos.

- Chamar o povo palestino à unidade, à coesão, a cerrar fileiras e apoiar a OLP e a ANP representadas pelo Presidente e o Governo.

- Desestimular todas as manifestações de divisionismo e discórdia e tudo o que conduza a uma luta fratricida. Condenar o uso das armas como meio de solução para as diferenças internas e proibir o emprego das mesmas entre os filhos da Pátria.

- Trabalhar pela ampliação do papel e da presença dos Comitês Internacionais de Solidariedade e dos agrupamentos amantes da Paz com o objetivo de respaldar a firmeza de nosso povo e sua justa luta contra a ocupação, contra a prática da colonização e o Muro de Segregação e Anexação Racial e para que se aplique a Resolução do Tribunal Internacional de Haia relativa à eliminação do Muro e a ilegalidade da colonização israelense.

O povo palestino está enfrentando sérios desafios, mas unido sairá vitorioso como tem demonstrado várias vezes. É válido recordar o provérbio árabe "manter uma situação para sempre é impossível", o impossível é manter a ocupação, estamos mais próximos da liberdade. A nova era em que vivemos é a de nossos povos, uma era de luta, resistência e êxitos da guerra de guerrilha, a guerra de desgaste ao inimigo com o exemplo destacado na Palestina, no Líbano e no Iraque contra as ocupações imperialistas norte-americanas e sionistas israelenses. Desta forma se demonstra o fracasso da Doutrina Bush, para o chamado Novo Oriente Médio.

[*] jornalista palestina, representante internacional da Frente Popular para a Libertação da Palestina - FPLP [topo]

Traduzido para o CeCAC por M.H.

O original encontra-se em http://www.aporrea.org/tiburon/a25766.html

Este artigo encontra-se em www.cecac.org.br

12/outubro/2006