Antonio Carlos,Tonico, presente!

Homenagem a Antonio Carlos Carvalho (Tonico), Sr. José Ribamar Freitas, D. Lyda Monteiro, OAB e ABI no Dia da Câmara Municipal do Rio de Janeiro

Salão Nobre da Câmara Municipal do Rio de Janeiro receberá a denominação de Vereador Antonio Carlos Carvalho

No próximo dia 28 de agosto, terça-feira, às 10h, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro realizará uma homenagem ao ex-vereador Antonio Carlos Carvalho (Tonico, que dá nome ao nosso CeCAC), ao Sr. José Ribamar Freitas (jornalista, assessor e tio do Tonico), à D. Lyda Monteiro (Secretária da OAB), à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e à Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

A iniciativa deve-se ao fato de que, em 27 de agosto de 1980, o gabinete de Tonico, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sofreu um violento atentado terrorista, mutilando o jornalista José Ribamar. No mesmo dia, outros dois atentados atingiram a Ordem dos Advogados do Brasil - tirando a vida de D. Lyda Monteiro - e a sede do jornal Tribuna Operária.

A homenagem faz parte da comemoração ao "Dia da Câmara Muncipal do Rio de Janeiro" - 27 de agosto - instituído "em defesa do Poder Legislativo, da democracia e do empoderamento do poder local" e foi uma iniciativa da Vereadora Aspásia Camargo. Na Sessão solene do dia 28, o Salão Nobre da Câmara Municipal do Rio de Janeiro receberá a denominação de Vereador Antonio Carlos Carvalho.

Os atentados tinham a intenção de conter o avanço da luta de classes, num momento de grande crescimento das lutas sindicais e políticas dos trabalhadores e do povo no Brasil. A carta bomba tinha como alvo e foi endereçada ao Antonio Carlos, dirigente do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) e vereador do MDB eleito em 1976, liderança revolucionária, que destacou-se pela combatividade na luta contra a ditadura militar e por ter colocado o seu mandato e o seu gabinete a serviço da organização e luta dos trabalhadores e das camadas médias.

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Atentados a bomba contra o movimento democrático e popular no Rio de Janeiro

Em finais da década de 1970 e início dos anos oitenta, a luta de classes avançava na forma das lutas pelas liberdades democráticas, por melhores condições de vida e trabalho, pela reconstrução das entidades dos trabalhadores e das camadas médias; por anistia ampla, geral e irrestrita; pela derrubada da ditadura militar. Era um momento de grande efervescência política.

A ditadura militar tentava deter o crescente ascenso da luta das classes dominadas e oprimidas, procurava intimidá-las e a suas lideranças. Uma onda de atentados terroristas começou a ocorrer no intuito de detê-la. Lideranças dos trabalhadores, democratas e religiosos foram ameaçados e seqüestrados. Bancas que vendiam jornais oposicionistas ao regime foram atacadas com bombas no início de 1980.

No dia 27 de agosto de 1980, três bombas explodiram no Rio de Janeiro. Uma causou a morte de D. Lyda Monteiro, secretária da Ordem dos Advogados do Brasil. Outra, no gabinete do vereador Antonio Carlos Carvalho, destruiu as salas, feriu gravemente o sr. José Ribamar de Freitas, seu tio e companheiro de luta, e atingiu mais quatro funcionários. Uma terceira, na madrugada, atingiu e danificou a sede do jornal Tribuna Operária.

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24/agosto/07