O problema do desemprego é maior do que as estatísticas mostram:

• O cálculo oficial do desemprego calculado pelo IBGE mascara o verdadeiro problema social. Pois o IBGE considera uma pessoa desempregada, quando:

a) ela estiver procurando emprego, nessa semana da pesquisa;
b) ela está disponível para ir trabalhar imediatamente;
c) e não conseguiu trabalhar. Nem uma hora na ultima semana, em qualquer atividade.

• Assim, o problema social é bem maior, porque está mascarado pela metodologia. Em São Paulo há uma taxa de 12,4% de desempregados medidos pelo IBGE, mas há outros 7,2% que são trabalhadores informais, disfarçados, que trabalharam alguma hora na semana, ate mesmo para poder sobreviver, em algum bico. Mas não tem trabalho. Por tanto a taxa de desemprego é de 19,6% na grande são Paulo. Já no estado do Piauí, a taxa de desemprego do Ibge é de 5,1% da população economicamente ativa, mas se somarmos o desemprego disfarçado, daqueles que não tem trabalho, mas trabalharam pelo menos uma hora na semana passada, esse indicador é de 55,1% da população e o total do desemprego real no Piauí, sobe para 60,3% de toda população.

• Na situação atual, em que o estado não toma nenhuma iniciativa para resolver o problema, nem sequer garante ajuda desemprego, por mais que alguns meses, cerca de 2/3 das pessoas que conseguiram emprego, dizem, que conseguiram graças a ajuda de amigos e parentes!

reproduzido parcialmente de www.desempregozero.org.br

acesse www.cecac.org.br

30/julho/05