O Dia Internacional da Mulher foi proposto pela líder socialista Clara Zetkin, durante a Segunda Conferência Internacional da Mulher Socialista, no início do século passado, em Copenhague, em 1910.
Uma data em homenagem às mulheres trabalhadoras e a todas as mulheres que lutam por uma sociedade mais justa e igualitária. Que lutam pelo fim da opressão, miséria e exploração dos povos. Gostaríamos de resgatar também o espírito de luta e combatividade de todas as companheiras que caíram em combate, que resistiram tenazmente, e não abriram mão de seus objetivos. Neste 8 de março de 2005, uma lembrança especial a Margarida Maria Alves. Uma Maria, como a da música, que aponta:é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana, sempre.
E ela teve. Como revela, em seu poema, Raimundo Francisco de Lima.
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MARGARIDA
MARIA ALVES Trabalhadora rural, rendeira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, Paraíba, foi assassinada por jagunços no dia 12 de agosto de 1983. A sua luta em defesa dos trabalhadores sem terra, pelo registro da carteira, pela jornada de 8 horas, pelo 13º salário, férias, entre outros direitos, incomodou os usineiros do Grupo Várzea. Foi assassinada a tiros de escopeta que lhe estouraram o rosto e o cérebro, na porta de sua casa, diante do marido e dos filhos. |
Margarida lutadora
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No dia doze de agosto Margarida
porque tinha Estando
na sua casa Seu
Casimiro que estava O
Rio Grande do Norte |
Chora
toda a Paraíba Com
ela são trinta e dois Justiça
por caridade
Raimundo Francisco de Lima |
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16/03/2005